Capote

30 07 2009

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Sinopse
Em novembro de 1959, Truman Capote (Philip Seymour Hoffman) lê um artigo no jornal New York Times sobre o assassinato de quatro integrantes de uma conhecida família de fazendeiros em Holcomb, no Kansas. O assunto chama a atenção de Capote, que estava em ascensão nos Estados Unidos. Capote acredita ser esta a oportunidade perfeita de provar sua teoria de que, nas mãos do escritor certo, histórias de não-ficção podem ser tão emocionantes quanto as de ficção. Usando como argumento o impacto que o assassinato teve na pequena cidade, Capote convence a revista The New Yorker a lhe dar uma matéria sobre o assunto e, com isso, parte para o Kansas. Acompanhado por Harper Lee (Catherine Keener), sua amiga de infância, Capote surpreende a sociedade local com sua voz infantil, seus maneirismos femininos e roupas não-convencionais. Logo ele ganha a confiança de Alvin Dewey (Chris Cooper), o agente que lidera a investigação pelo assassinato. Pouco depois os assassinos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Dick Hickock (Mark Pellegrino), são capturados em Las Vegas e devolvidos ao Kansas, onde são julgados e condenados à morte. Capote os visita na prisão e logo nota que o artigo de revista que havia imaginado rendia material suficiente para um livro, que poderia revolucionar a literatura moderna.

FONTE:http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/capote/capote.asp

Reflexões sobre o filme
Mostra a história de dois homens que se aproximam a partir de uma dor semelhante. Ambos sofreram de maus tratos e abandono na infância. Numa frase do filme Capote ele diz: Somos muito parecidos, é como se viéssemos de uma mesma casa, a diferença é que saí pela porta da frente e você (o condenado) pela porta dos fundos.

Será a destrutividade dos condenados pior do que a do Capote? Que o usou a partir da manipulação e pressão afetiva em momento tão desesperador? Quem era o bandido, somente o que estava preso? Será que sair pela porta da frente é quem se omite, se oculta e mente ou quem assume a sua própria destrutividade, e valoriza o pouco que recebe.

Será a crueldade ativa ou explicita e a crueldade oculta somente presente em alguns seres humanos ou uma condição comum a todos em proporções diferentes? Acolher nossas distorções e assumi-las provavelmente nos dá também a possibilidade de sermos verdadeiros, de trazer a luz o que se oculta indo alem da vergonha.

Por Flávio Vervloet

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